Em entrevista o goleiro Bruno diz que a mídia é culpada pelo fim de sua carreira e não cita o nome de seu filho Bruninho


 O goleiro Bruno Fernandes, um dos pilares na conquista no hexacampeonato brasileiro do Flamengo em 2009, e que hoje está com 36 anos de idade concedeu entrevista ao canal "Nação Urubu 81", e falou à respeito de sua trajetória no futebol, que acabou quando o mesmo foi preso em 2010, acusado de ter tido participação no homicídio da modelo Eliza Samúdio, mãe de seu filho Bruninho.

 Durante a entrevista ele disse que sua carreira dentro dos gramados acabou por causa da mídia: "Na verdade, eu tenho lenha para queimar ainda, teria condições para continuar jogando, meu preparo físico é bom. Eu tinha a intenção, depois de ter enfrentado a situação que todo mundo já conhece, de dar a volta por cima, de mostrar que todo ser humano é capaz de recomeçar, o ser humano é maior que seu próprio erro. Eu tinha, sim, a vontade de continuar no futebol, até porque é um sonho de criança, que foi realizado. E infelizmente não consegui. Deixei isso em terceiro ou quarto plano por causa da pressão midiática. Onde eu saio, aonde eu vou, eu arrasto multidões. Sou abraçado, acolhido, principalmente no Rio de Janeiro. Então, o que mais pegam no meu pé é a questão midiática. futebol mudou muito. Hoje eles olham para essa questão de imagem, o jogador bad boy não é enxergado como era antigamente, o futebol mudou muita coisa nesse sentido. Então a mídia meio que colocou sobre o Bruno uma prisão perpétua, como se ele não pudesse recomeçar. Sendo que a nossa legilslação fala que a gente tem que ser ressocializado, com trabalho, para ser o provedor da casa. No meu caso não. Infelizmente enterraram meu sonho, meus objetivos, minha profissão", disse ele que há dois anos cumpre a pena em regime semiaberto. 

 Ainda no decorrer da entrevista Bruno falou da importância de seus filhos, mas, esqueceu de Bruninho, que atualmente tem 11 anos de idade, e disse que pelo fato de não conseguir retomar a carreira de goleiro, está trabalhando com o mercado financeiro: "Tenho três filhos pra cuidar, hoje a prioridade da minha vida é o mercado financeiro. Tem que estudar bastante, porque não é nada fácil como vendem por aí. Tenho como suporte a minha mentora. Se não tiver uma pessoa que dê esse suporte a gente meio que empolga e faz muita besteira. É um mundo de ostentação, muita gente se empolga, se deixa levar e aí fez besteira. Estou com meus pés firmes na rocha, não tenho empolgação, mas, sei que daqui a pouco vou estar colhendo bons frutos", disse o goleiro.

 Segundo Bruno e sua mentora Ingred Raissa, ele está tão focado no mercado financeiro, que recusou convites para voltar a treinar: "Depois que anunciei minha suposta aposentadoria, uma pessoa me procurou e falou de um projeto bacana. Eu disse que eu não queria mais saber do futebol, porque iria atrapalhar meus estudos. Surgiram outras propostas, até de um clube de Alagoas, outro de Fortaleza e Londrina para disputar a série B. Eu optei em não mais seguir na carreira", concluiu o goleiro e sua mentora.

 













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