Depois da aprovação da reforma trabalhista na Câmara dos
Deputados, na última quarta-feira (26), chegou a vez do Senado debater e votar
a proposta. Dos três senadores pernambucanos, só o líder da oposição na Casa,
Humberto Costa (PT), mostrou-se contrário às mudanças na legislação do
Trabalho. Já Armando Monteiro (PTB) e Fernando Bezerra Coelho (PSB) sinalizaram
que irão votar a favor.
No caso de FBC, sua atitude vai de encontro à decisão nacional
do PSB, que fechou questão contra as reformas do governo Michel Temer (PMDB) e
afirmou que parlamentares que votassem a favor dela poderiam ser punidos.
Quatro deputados que foram favoráveis à proposta na votação na
Câmara – Danilo Forte (CE), Fabio Garcia (MT), Maria Helena (RR) e a líder da
bancada, Tereza Cristina (MS) – perderam cargos nas executivas estaduais. Ao
todo, 14 dos 30 deputados votaram pela reforma trabalhista.
Opiniões
Para o petista, a “pseudoreforma” ataca em cheio os
trabalhadores e os mais pobres. “Mais
da metade das emendas acolhidos pelo relator da proposta na Câmara veio por
meio de lobistas patronais como CNT e CNI”, assinalou Humberto. Para Armando,
muitos pontos são negociáveis como questão de ferias e jornada de trabalho.
“Ha de se atualizar esse
arcabouço de leis. Não pode se traduzir em subtração de direitos, mas regular
quando o trabalhador quiser pactuar, negociar diretamente”, argumenta Armando Monteiro que foi eleito
na chapa com Humberto em 2010. Ele também elogiou o fim do imposto sindical.
Para Fernando Bezerra Coelho, o Brasil deve avançar e não ficar
parado no seculo XIX. “As
reformas trabalhista e da previdência apontam certamente para um caminho seguro
que levara o Brasil a retomar seu crescimento“, frisou.
Do blog do Jamildo
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