O resultado da balança comercial em fevereiro foi negativo duas vezes, no saldo e no volume. O déficit registrado foi de US$ 2,8 bi, o pior para meses de fevereiro em toda a série histórica. No período, importações e exportações recuaram. O mesmo ocorreu nos acumulados de 2015 e de 12 meses. Fora das cadeias globais de produção, o Brasil não consegue aproveitar o melhor momento do câmbio.
O país vendeu ao exterior US$ 12 bi no mês passado. Na média diária, foram US$ 671,8 milhões contra US$ 796,7 milhões um ano antes, queda de 15,7%. O maior recuo, de 22,7%, foi na operação de commodities. Estamos arrecadando menos com a venda de minérios e soja em grãos. As exportações de carnes também recuaram e as de manufaturados, mesmo com o real enfraquecido, caíram 11%. No ano, as vendas caem 13,1%, na comparação com o início de 2014; no acumulado em 12 meses, o recuo é de 7,9%.
Pelo lado das importações, com exceção dos bens de consumo não-duráveis, houve recuo em todos os setores acompanhados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio. O país comprou do exterior US$ 14,9 bi, uma média diária de US$ 829,7 milhões, queda de 8,1% na comparação com o mesmo mês de 2014. No ano, o recuo é de 13,1%; no acumulado em 12 meses, as compras diminuíram 7,9%.
Sétima maior economia do mundo, o Brasil é apenas o 22º maior exportador. O país se acomodou com o período em que a cotação das commodities estava em alta e deixou de procurar acordos de comércio. Eles estão fazendo falta nesse novo cenário.
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